Talvez amanhã

Quando o vazio me invade é certeiro, eu preciso escrever. Eu preciso atribuir algo a mim mesma, mesmo que não seja sobre mim ou sobre quem estiver à minha volta. Mesmo que seja algo fictício, sem objetivo ou sentido algum, eu já consigo me sentir melhor.

É domingo, as horas passam lentamente desde que acordei – exatamente ao meio-dia – e eu continuo aqui deitada em minha cama em torno dos vários travesseiros. Meu cabelo ainda está despenteado, ainda estou de pijama, começo a sentir uma imensa vontade de ir ao banheiro – fui apenas quando acordei – mas não tenho forças pra me levantar. Eu quero levantar, vestir algo confortável, pegar meu caderninho e sair pelas ruas da cidade observando as aleatoriedades rotineiras que ninguém percebe. Eu quero escrever sobre elas sem ter ideia do que escreverei amanhã.

Hoje, desde que acordei, quis fazer tantas coisas, mas não consegui. Repetir que não consigo não me fará levantar daqui, mas dizer o contrário também não irá adiantar. Não sou alguém negativa, mas hoje, justamente hoje, eu não consigo. Na verdade, eu só quero ficar aqui, eu só quero me esconder, eu só quero adormecer novamente.

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