Always giving, never getting

Tradução literal: “sempre dando, nunca recebendo”.

É, isso mesmo.

A maioria que me conhece sabe que há uma chance muito, mas muito grande mesmo, diria até que extremamente grande, de eu escrever apenas quando estou revoltada. And… SURPRISE! I am. 🙂

Acho isso até bom, porque assim consigo expressar melhor minha opinião sobre alguns assuntos. E o que me abala agora é isso: sempre dar, nunca receber.

Acredito que a vida gire em torno de um círculo, extremamente, vicioso. Você faz, você recebe. Você faz, você recebe… e assim por diante. Isso parece até que mantém algum tipo de equilíbrio, fazendo você escolher entre viver e sobreviver. Quando tal equilíbrio se desfaz você começa, inconscientemente, a sobreviver. O por que disso? Você faz, faz, faz, mas parece que nunca receberá algo em troca. Não é questão de ser egoísta, de estar sempre à espera de algo. Faz parte do equilíbrio querendo ou não.

É simples. Você dá carinho pro seu animal de estimação, ele devolve. Você faz algo que ele não gosta, ele devolve. Sua mãe faz uma comida maravilhosa e então você elogia, ela devolve com um belo sorriso. Entendem? É isso, você vive, vive no meio de situações que automaticamente proporcionam algum sentimento ou ação recríprocos. É a lei da vida desde sempre. Tudo o que vai, volta.

Quando você começa a sobreviver – não digo num geral, mas em partes – referente à algum acontecimento, ou especialmente à alguma pessoa na sua vida, algo está errado.

Já ouviram aquele conselho/provérbio chinês?

“Há apenas duas coisas com que você deve se preocupar: se você está bem ou se você está doente. Se você está bem não há nada com que se preocupar. Se você está doente há duas coisas com que se preocupar: se você vai se curar ou se você vai morrer. Se você vai se curar não há nada com que se preocupar. Se você vai morrer há duas coisas com que se preocupar: se você vai para o céu ou se vai para o inferno. Se você vai para o céu não há nada com que se preocupar. Agora, se você for para o inferno estará tão ocupado cumprimentando os velhos amigos que nem terá tempo em se preocupar. Então, pra que se preocupar?”

Por este motivo eu desabafo quando preciso, eu solto os cachorros mesmo. E volto a repetir: não sou uma pessoa ruim, sou uma pessoa que tem dias ruins como qualquer um. Dizem que você é responsável pelo o que diz. Ótimo, pois melhor saindo da minha própria boca do que de terceiros que alteram a história, propositalmente ou não, fazendo de você a pior pessoa do mundo.

Então eu me pergunto: por que me preocupar?

Neste ponto, o tal acontecimento ou a tal pessoa que causou o “desequilíbrio-recíproco” da sua vida estará totalmente ofuscado. E sério, não é difícil. Não é difícil se importar apenas com o que, realmente, é importante. Mesmo que demore, um dia aprendemos a separar as frutas doces das azedas. Embora isso ainda dependa do gosto pessoal, vai de cada um.

Só não acho justo fazer algo e depois sentar e esperar sem a certeza de que receberá algo em troca. E volto a enfatizar: não é uma troca de valores materiais, muitas vezes são imateriais, como sorrisos, abraços, gestos de carinho, coisas que os seres humanos desaprenderam a valorizar.

No fim disso tudo, confesso que no fundo ainda fico triste, pois esperava o contrário. Mas é assim, um dia você pode ganhar ou perder, no outro há as mesmas chances e assim sucessivamente.

A vida ainda é feita de escolhas e eu estou escolhendo viver e não sobreviver.

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