À mon père

Lembra quando eu escrevi sobre expectativas? Sobre as expectativas que eu tinha em você? Claro, você não se lembra, nem nunca vai lembrar.

Quando as escrevi, era apenas a menina dos seus olhos, inocente, inofensiva, sem meios de lhe persuadir e lhe encarar. Quando as escrevi, era todo o contrário do que você pensava. Tudo era diferente e agora tudo se tornou igual.

Naquela época, eu desacreditei em você, mas repensei, vi que poderia estar errada. Então disse a mim mesma que estava errada, que julguei errado. E agora vejo que estava certa o tempo todo. Mesmo assim, acreditei em você, criei expectativas, achei que tudo iria ser diferente. Confesso que por um tempo foi, mas depois as coisas voltaram ao seu eixo “anormal”, se é que posso chamar assim.

Até então, você era a imagem mais ilustre que eu tinha na minha vida, a imagem na qual eu me espelhava, me inspirava, e hoje, tudo se resume à somente uma imagem que eu passo ao lado e ignoro como se nunca houvesse importância pra mim.

Não lhe farei perguntas, não exigirei respostas. Não me sinto neste direito, me sinto no direito de lhe colocar de lado, mas de lhe respeitar ainda assim, porém não lhe colocarei no pedestal de sempre.

Eu sinto muito, não por mim, por você.

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