Home

É difícil entender o que acontece dentro da gente, digo principalmente dentro de mim. Tem dias que eu quero enlouquecidamente chegar em casa, tirar a roupa, os sapatos e poder respirar o ar do local onde eu me sinto segura. Mas de uns tempos pra cá esse lugar se tornou tão estranho que sinto medo quando coloco os pés no chão, sinto o gelado do piso dominar meu corpo me paralisando sem saber se devo ir em frente ou dar um passo para trás. Eu queria voltar a sentir aquela sensação de deitar na cama e dormir como se não dormisse há tempos; acordar como se tivesse dormido por dias seguidos.

Ontem estava voltando pra casa e terminando de ler um livro. Queria terminar ele antes de chegar ao meu destino, queria absorver toda aquela excitação antes de me sentir insegura novamente. Só de estar num ônibus com o livro em mãos já me sentia como se nada pudesse me atingir. Li sem parar um segundo. Dentro do ônibus vazio, correndo à oitenta quilômetros por hora, me sentia como se estivesse deitada no conforto de minha cama lendo.

Decidi descer na rodoviária e ler até terminar o livro. Então, fiz.

Foi a melhor coisa que decidi fazer nos últimos tempos. Eu, minha banda preferida e uma tragédia escrita por alguém há décadas atrás.

Sabe… sinto que preciso fazer isso mais vezes; preciso reencontrar meu lar de novo, seja ele no que eu chamo de “casa”, num ônibus depois das onze da noite ou numa rodoviária com pessoas estranhas.

Conforto nem sempre quer dizer cama macia e travesseiro de penas. Conforto quer dizer se sentir bem, seja um lugar, um alguém ou alguma coisa. Seja você.

Not like a house, like a home.

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