I kissed a girl

Mas não foi com essa música, foi com Hot N’ Cold.

Quando você bebe e, consequentemente, fica bêbado, as coisas acontecem na seguinte ordem: você lembra do começo, não lembra do durante, tem alguns flashes do durante e esquece depois ou não esquece, mas tudo fica um pouco desfragmentado. Juro que antes eu não acreditava que pessoas bêbadas esqueciam as coisas, mas elas esquecem. E o mais engraçado é tentar lembrar.

Veja, eu estava dançando, já estava muito high, naquela altura em que você pega bebida da mão das pessoas, cumprimenta e conversa como se fossem amigos de infância. Naquele momento, eu já havia feito esses três itens que acabei de citar. Não me lembro qual era o DJ que estava tocando, muito menos o por que daquela música tocar justamente naquele momento. Quem raios toca as músicas da Katy Perry, assim, do nada? Principalmente uma que diz coisas inconstantes. Que seja, a música começou a tocar e ela já está, tecnicamente, velha e as pessoas quando ouvem músicas antigas vão à loucura, eu confesso estou no meio dessas “pessoas”. Num minuto eu havia virado pra fazer aquela cara de cachorrinho extremamente feliz pros meus amigos para comentar sobre a música e todos ficarem extasiados juntos, mas dei de cara com um amigo de um dos meus amigos. Quando você tem o mínimo de noção em inglês ou pelo menos conhece a letra da música acaba seguindo o que ela diz, pois é… aí está o início do início. Pois além de eu dar de cara com o amigo do amigo dei de cara com a amiga do amigo do amigo, e Katy Perry é música totalmente de menina, convenhamos, a partir disso começamos a dançar juntas. Ela pegou nas minhas mãos, começamos a dançar freneticamente, cantar conforme a música e do nada vi ela me empurrando contra a grade, puxando meu cabelo, botando a mão nos meus peitos e a boca na minha boca, não sei se foi exatamente nesta ordem, mas essas coisas de fato aconteceram. Vou esclarecer que não curto meninas, mas o que eu posso fazer se tô ali sem fazer nada, super, hiper, mega, ultrahigh com alguém me apalpando? Let’s do it! Não sei naquele momento quem estava mais bêbada: eu ou ela. Só me lembro de ela tombar – e quase me levar junto – algumas vezes e eu tentar me segurar e segurar ela, imagina se nós caíssemos? Ia ser meio que “AS SAPAS TÃO SE ATRACANDO NO MEIO DA PISTA!”, só não saberia definir qual tipo de “atracação” seria, sabe como é balada gay, as bichas já ficam todas alvoroçadas normalmente, quem dirá numopen bar. Lembro também dela me virar pra todos os lados: eu contra a grade, ela contra a grade, ela puxando meu cabelo, dança, música, OMG!

Olha, como já disse, nunca fui de me interessar por mulheres, a única coisa legal é que você tem vários lugares – que você, sendo mulher, também tem – pra pegar, não tem barba pra pinicar e tudo parece ser um tanto mais suave, embora me lembre dos puxões no cabelo, Jesus! Ainda tô tentando me lembrar de algumas coisas, mas não consigo. Então acho que a música acabou, cada uma foi pro seu lado e ficou tudo bem.

Não sei dizer se “I liked it”, mas não tive a mesma sensação que teria ou que tenho quando fico com um homem. Pinto é pinto, né? Buceta por buceta eu tenho a minha. Deixando claro que acho que todas as formas de “amor” – se é que me entendem – são válidas independente do sexo, como um amigo disse: “Beijo é só beijo.”, mas eu ainda prefiro aquele beijo que pinica e me faz molhar a calcinha.

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